Realizador: Will Gluck
Argumento: Keith Merryman
Interpretação: Mila Kunis, Justin Timberlake, Patricia Clarkson
Esta nova comédia da autoria de Will Gluck (Fired Up) caracteriza o tipo de relações que muitos jovens mantêm hoje em dia. O próprio nome dá uns ares daquilo que, na prática, se vem a realizar e que se baseia em ter o melhor de uma relação sem a “prisão” do compromisso físico ou sentimental e, desta forma, fazer com que a amizade não se perca, apesar do suposto envolvimento. A película retrata um dos possíveis começos de relações com este estatuto “especial”.
Assim temos uma Mila Kunis (Black Swan) que interpreta Jamie, uma recrutadora executiva de Nova Iorque que acaba de sair desapontada de uma relação e está farta dos clichés românticos dos filmes de Hollywood porque acredita que não irá encontrar um amor assim. Por outro lado, Dylan (Justin Timberlake) também saiu voluntariamente de uma relação e quer ficar solteiro durante algum tempo para desfrutar da sua vida e progredir na sua carreira. É nesta resolução que conhece Jamie, que o vai buscar ao aeroporto, após uma tentativa de recrutamento para a GQ, numa cena bastante divertida e peculiar, envolvendo papéis, malas e passadeiras rolantes onde os passageiros levantam a sua bagagem.
Para convencer Dylan a ficar, Jamie mostra-lhe a “sua” Nova Iorque, que é mais do que tráfego de pessoas, carros e luzes. Acabam por se tornar amigos e entender que ambos estão na mesma situação em termos do campo emocional: nada de envolvimentos sentimentais mas, por outro lado, sentem falta de envolvimentos sexuais. Avaliando estes ingredientes, só restava uma solução aparentemente agradável para as duas partes: mantêm a grande amizade com uma parte mais “colorida” (sexo sem compromisso), para a qual têm um código (jogar ténis).
Esta é uma comédia divertida que torna interessante ver Mila Kunis num registo diferente, a contracenar com Justin Timberlake, e que nos leva a tentar avaliar a química que conseguem estabelecer entre si, de modo a fazer a longa-metragem funcionar.
É, no entanto, uma fórmula tradicional de comédia a que o público está habituado e quase desde o início já consegue adivinhar como se vai desenrolar e terminar.
Há que ter em conta que este conceito de “amigos coloridos” é relativamente recente e este filme é pioneiro a representá-lo. Mais ainda, confere uma dose de criticismo e sarcasmo ao mostrar que este “estado” nunca pode durar muito tempo e o resultado é sempre mais extremo do que aquele de que se estava à espera, contrastando com o objectivo inicial da “relação”.
Há que ter em conta que este conceito de “amigos coloridos” é relativamente recente e este filme é pioneiro a representá-lo. Mais ainda, confere uma dose de criticismo e sarcasmo ao mostrar que este “estado” nunca pode durar muito tempo e o resultado é sempre mais extremo do que aquele de que se estava à espera, contrastando com o objectivo inicial da “relação”.
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