T.O.: Dracula Untold
R.: Gary Shore
I.: Luke Evans, Dominic Cooper, Charles Dance
Pensei duas vezes antes de fazer esta crítica, porque nem tinha bem a certeza de como começar a falar sobre este filme. O que me demoveu das minhas incertezas foi o facto de descobrir que o realizador, Gary Shore, é um rookie e que se saiu muito bem na sua estreia. Por outras palavras, já tinha gostado de ver o filme, agora gostei ainda mais de me informar sobre ele.
O que me fez gostar do filme talvez seja a razão de os fãs acérrimos de Bram Stoker (dispensa apresentações) o criticarem ferozmente. Quero com isto dizer que esta é realmente uma história original do homem que se transforma no Drácula. O conto tem início no desespero de um homem – Vlad Tepes, o Empalador – que tenta defender o seu povo, e principalmente o seu filho, contra os Turcos, que ameaçam usurpar o seu reino. Numa tentativa derradeira de atingir o seu objectivo, faz um pacto com uma criatura sobrenatural – conhecida nas lendas antigas como vampiro – para ter força suficiente para derrubar o exército adversário. Claro que todos os pactos têm um lado inverso: os poderes que Vlad (Luke Evans – Velocidade Furiosa 6, 2013) adquire duram 3 dias…ou uma eternidade se nesses 3 dias sucumbir a beber sangue humano. O guerreiro tenta a todo o custo aguentar, mas claro está que há uma sucessão de eventos que o levam realmente a tornar-se numa criatura das trevas.
Uma chamada de atenção para a precisão histórica (fora do campo da ficção científica) e para os excelentes efeitos especiais, banda sonora e todo o contexto visual. Num filme deste género, estes aspectos não podem ser considerados como meros pormenores e não o foram, com efeito. Cada segundo da fita está pensado ao pormenor e o espectador vê-se embrenhado e fascinado pela forma como a narrativa lhe é apresentada.
Creio que mesmo os stokerianos mais corajosos que vão assistir não podem negar estas considerações. Encarei esta longa-metragem como uma lufada de ar fresco na caracterização da personagem que já deu origem a tantos episódios no imaginário humano. Ficarei à espera das vossas reacções!
Assim se prova que a mesma temática pode originar filmes tão diferentes. Obrigada pela chamada de atenção para a diferença Ana Antunes
ResponderEliminarDe nada, minha querida Ana! Obrigada por continuares a ser uma leitora fiel. Carolina
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