quarta-feira, 13 de maio de 2015

Take 24: Vingadores: Era de Ultron

T.O.: Avengers: Age of Ultron
R.: Joss Whedon
I.: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Samuel L. Jackson


Mais um blockbuster da Marvel, mais uma aventura dos Avengers, um conjunto de heróis tão nossos conhecidos e tão diferentes entre si, mas que conseguem formar uma equipa eficiente.
Nesta sequela, esta eficiência/coordenação é testada por uma experiência de Tony Stark/Iron Man (Robert Downey Jr.) e Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo), que não tem o resultado esperado. Criam um sistema de inteligência artificial, uma espécie de Jarvis, mas autónomo. Devo dizer, a título pessoal, que me senti como se estivesse a assistir, de novo, ao nascimento da Skynet*, agora denominada Ultron. Desta vez, os nossos heróis vão ter de enfrentar os seus medos e traumas, e descobrir se estão aqui para trazer a paz ao mundo ou não, sendo que são, directa ou indirectamente, eles próprios máquinas de guerra. 

Podemos contar, claro, com os habituais fantásticos efeitos especiais. Relativamente a este tópico, já ouvi opiniões adversas - há várias pessoas que consideram que estes são muito exagerados, que é demasiado "impossível". Mas é claro que é "impossível". O que pertence ao fantástico não pode nem deve pretender ser real. Este é mundo de super heróis e, por muito que hoje em dia se viva numa era de retratar o realismo (veja-se a nova caracterização da personagem James Bond personificada por Daniel Craig), este não é o espaço para a abraçar. Muito pelo contrário. Este é o espaço onde a imaginação vence e tudo se torna possível, desde que a narrativa faça sentido, já que, verdade seja dita, é suposto ser um filme para todas as idades. 

O que nos leva ao tema seguinte, que é exactamente a história, o fio condutor que faz com que os efeitos e as deixas façam sentido. Em vez da habitual acção, e apenas acção, a que este género de filmes nos habituou, creio que a história pode ser interpretada a um nível mais profundo do que seria de esperar à primeira vista. A linha que separa um vilão de um herói é bastante ténue, tal como entre todos os opostos. Mesmo com as melhores intenções podemos estar fazer escolhas e ter atitudes erradas, que podem inclusivamente resultar no contrário do que era pretendido inicialmente. Lá diz o ditado popular que "de boas intenções está o inferno cheio". Quais são, então, os critérios que nos permitem diferenciar o certo do errado, o bom do mau? O que fazer com a responsabilidade e o poder que advêm naturalmente de se ser mais forte? Estas são questões que vos deixo para reflectir durante e após a visualização da longa-metragem.

Dignas de nota são também as várias deixas, que, juntamente com a expressividade dos actores, conseguem pôr-nos ora melancólicos, ora a rir, ora expectantes sobre o que vai acontecer a seguir.

Por fim, queria só fazer uma pequena chamada de atenção para aquela pequena cena que há sempre no final destes filmes, depois da apresentação dos créditos...por favor, não saiam da sala antes de as luzes se acenderem ou perdem o teaser da próxima fita! 



*Referência à saga Exterminador Implacável e ao lendário Arnold Schwarzenegger.





1 comentário:

  1. Depois desta descrição, que me aguçou de novo o apetite, espero sair do cinema com a sensação de que valeu mesmo a pena Ana Antunes

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