domingo, 6 de novembro de 2011

Take 2: Meia-Noite em Paris

T.O.: Midnight in Paris

Realizador: Woody Allen

Interpretação: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Carla Bruni



Alguma vez sonhou viver nos Loucos Anos 20 de Paris? Woody Allen torna esse desejo realidade numa excelente e original longa-metragem, à semelhança do já nos tinha habituado nos tempos áureos de Match Point (2005).
Owen Wilson, na pele de Gil, vai a Paris com a sua noiva Inez (Rachel McAdams) e os seus [supostos] futuros sogros. É num jantar que Inez reencontra um amigo (?) de faculdade [muito culto] e que, depois do qual, vão sair, mas Gil prefere caminhar pelas ruas da cidade das luzes sozinho. Entretanto, ao soar as badaladas da meia-noite, passa por ele um carro clássico que pára, a porta abre-se e Gil é convidado a entrar. Ao entrar no carro, entra também nos próprios anos 20, numa viagem onde vai encontrar F. Sott Fitzgerald, Hemingway, Picasso e outros seus ídolos desse tempo.
Através de um pequeno romance com a personagem de Marion Cotillard (Nine), é-nos inclusivamente oferecido um vislumbre da época favorita de Adriana: la Belle Époque.
Ao longo destes serões interessantes de tertúlias, festas e convívios, temos acesso a uma era totalmente diferente que nos ensina que todos os tempos têm uma parte boa e uma parte menos agradável. Vimos a opulência e glamour de uma golden age mundialmente conhecida como Anos 20. No entanto, há uma lição que pretende ser retirada com esta película e que consiste em apreciar o presente com a sabedoria dos acontecimentos passados, pois, se houve aspectos que se perderam, outros se foram adquirindo. Por isso, temos o direito e o dever de os vivermos por aqueles que hoje já não têm a oportunidade de o fazer.
Com uma recriação do passado e a mistura com a caracterização do presente, ficamos com uma vontade irresistível de ir/voltar a Paris, a cidade do amor, e viver momentos inesquecivelmente mágicos.

1 comentário:

  1. Parte da mensagem é a ideia de que nunca se está feliz com aquilo a que está habituado. Deseja-se sempre o que não experienciou ainda por impossivel que seja. por um lado isto é bom: faz-nos crescer em conhecimento e experiencia e é a viga mestra da ciência. por outro lado , se nos perdemos numa realidade que não é a nossa nunca vamos poder aproveitar a vida à nossa volta com a atenção necessária para encontrar nesta a beleza. numa época alternativa seriamos realmente mais felizes? por momentos quiçá, depois de um certo periodo essa outra época deixava de ser "outra" época e voltava o tédio. O que passou guardem na memória com nostalgia e honrem a memória com celebrações, festas... o que há de vir , não planem mais que um rascunho... podem sempre mudar e nada nos garante que vai ser pior de uma maneira ou outra... E se de facto for pior, escrevam um melhor rascunho dai para a frente. agora o que se pssa no momento... aí é que o ser humano reside se é que este pode dizer algo sobre existir (o que sabe o homem sobre existir? sabe o que crê e os mistérios são uma parte feliz da nossa vida... a busca pelo saber...), e é no agora que deve residir também a concentração e entrega do seu ser... há coisas más no agora, mas há coisas boas também e em última análise será que podemos ignorar esses botões de rosa que surgem no campo de batalha unaware da guerra suja e feia que se desenrola à sua volta?

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