terça-feira, 6 de novembro de 2012

Take 11: Skyfall


T.O. Skyfall
R.: Sam Mendes
I.: Daniel Craig, Judy Dench, Ralph Fiennes, Naomie Harris

Assinalando os cinquenta anos da saga 007 - James Bond, é lançado o terceiro filme cuja personagem é interpretada por Daniel Craig. Respondendo aos inúmeros reparos por parte da audiência e, inclusivamente, do próprio cast (cf. Daniel Craig refere na sua entrevista à Revista Empire, edição de Outubro), Sam Mendes toma o leme da realização e aponta numa direcção um pouco diferente. Casino Royal (2006) e Quantum of Solace (2008) são dois filmes que se interligam, embora o último não tivesse tido um guião totalmente construído desde o início. As pessoas notaram essa falta de coesão, principalmente os fãs da antologia.
Deste modo, pensava-se que Skyfall seria uma sequela. Enganam-se. Este guião é totalmente novo e pretende voltar a um estilo Bondiano que faz lembrar Sean Connery em Dr. No (o primeiro de todos, em 1962).
Claro que os efeitos e a história é bastante actual. A interpretar o papel de vilão está Javier Bardem (Comer, Orar Amar – 2010), que constituiu uma autêntica e agradável surpresa com a sua fantástica performance como Silva, um antigo e brilhante agente secreto, mas com problemas psiquiátricos. A missão de Bond, desta vez, será parar Silva e proteger M (Judy Dench), o seu alvo principal.
Nesta película, ao contrário de todas as outras feitas até agora, é dada a conhecer ao espectador a personalidade de M, que aparece muito mais e está directamente envolvida na acção.
São introduzidos, de novo, personagens muito queridas do grande público: Q (Ben Wishaw), que mune 007 da sua querida e personalizada Walther PPK, e Moneypenny, sendo esta última uma revelação surpreendente no final da fita. No entanto, devo apontar que apesar de a interpretação ser digna de nota, deveria ter sido escolhido um actor um pouco mais velho para o papel de Quartermaster.
No entanto, este revivalismo da essência dos filmes desta saga ainda não chegou até às Bond Girls, na medida em que os seus destinos não respeitam as normas tradicionais. Sévérine (Bérénice Marlohe) não sobrevive e no fim não vemos uma cena romântica entre o agente secreto e Eve (Naomie Harris).
Queridos leitores, aconselho vivamente a visualização desta película, particularmente aos fãs de sempre de James Bond e àqueles que consideravam que a saga estava perdida!

1 comentário:

  1. Terei de o ver... Com que então o estilo é clássico mas com tudo o que a actualidade pode oferecer à natureza cinematográfica , parece-me muito bem. Será então um filme de qualidade diferente dos anteriores a certos níveis, e isto dito no bom sentido. Bond a perder o "touch" com as flausinas? x)whats next? wanting his martini stirred and not shacken..? xD. Boa review, irei ao kinógrafo confirmar a legitimidade das tuas opiniões para a meu empirico eu xD !

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