T.O. Skyfall
R.: Sam Mendes
I.: Daniel Craig, Judy Dench, Ralph Fiennes, Naomie Harris
Assinalando os cinquenta anos da saga 007
- James Bond, é lançado o terceiro filme cuja personagem é interpretada por
Daniel Craig. Respondendo aos inúmeros reparos por parte da audiência e,
inclusivamente, do próprio cast (cf. Daniel Craig refere na sua entrevista à
Revista Empire, edição de Outubro), Sam Mendes toma o leme da realização e
aponta numa direcção um pouco diferente. Casino Royal (2006) e Quantum of
Solace (2008) são dois filmes que se interligam, embora o último não tivesse
tido um guião totalmente construído desde o início. As pessoas notaram essa
falta de coesão, principalmente os fãs da antologia.
Deste modo, pensava-se que Skyfall seria
uma sequela. Enganam-se. Este guião é totalmente novo e pretende voltar a um
estilo Bondiano que faz lembrar Sean Connery em Dr. No (o primeiro de todos, em 1962).
Claro que os efeitos e a história é
bastante actual. A interpretar o papel de vilão está Javier Bardem (Comer, Orar
Amar – 2010), que constituiu uma autêntica e agradável surpresa com a sua
fantástica performance como Silva, um antigo e brilhante agente secreto, mas
com problemas psiquiátricos. A missão de Bond, desta vez, será parar Silva e
proteger M (Judy Dench), o seu alvo principal.
Nesta película, ao contrário de todas as
outras feitas até agora, é dada a conhecer ao espectador a personalidade de M,
que aparece muito mais e está directamente envolvida na acção.
São introduzidos, de novo, personagens
muito queridas do grande público: Q (Ben Wishaw), que mune 007 da sua querida e
personalizada Walther PPK, e Moneypenny, sendo esta última uma revelação
surpreendente no final da fita. No entanto, devo apontar que apesar de a
interpretação ser digna de nota, deveria ter sido escolhido um actor um pouco
mais velho para o papel de Quartermaster.
No entanto, este revivalismo da essência
dos filmes desta saga ainda não chegou até às Bond Girls, na medida em que os
seus destinos não respeitam as normas tradicionais. Sévérine (Bérénice Marlohe)
não sobrevive e no fim não vemos uma cena romântica entre o agente secreto e Eve
(Naomie Harris).
Queridos leitores, aconselho vivamente a
visualização desta película, particularmente aos fãs de sempre de James Bond e
àqueles que consideravam que a saga estava perdida!
Terei de o ver... Com que então o estilo é clássico mas com tudo o que a actualidade pode oferecer à natureza cinematográfica , parece-me muito bem. Será então um filme de qualidade diferente dos anteriores a certos níveis, e isto dito no bom sentido. Bond a perder o "touch" com as flausinas? x)whats next? wanting his martini stirred and not shacken..? xD. Boa review, irei ao kinógrafo confirmar a legitimidade das tuas opiniões para a meu empirico eu xD !
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