R.: Woody Allen
I.: Colin Firth, Emma Stone, Marcia Gay Harden
Passado algum tempo afastada do mundo cinematográfico, regresso em beleza com mais uma obra de Woody Allen. Se é o melhor dele, com certeza que não. Se estamos à espera de uma hora e meia bem passada com sorrisos e risos, com certeza que sim.
Depois de Meia-Noite em Paris (2011) e Para Roma com Amor (2012), Allen volta ao registo romântico com uma pitada (generosa) de humor sarcástico, bem à medida de Colin Firth (Discurso do Rei, 2011), que interpreta Stanley Crawford/Wei Ling Soo, um ilusionista brilhante que há muito deixara de acreditar no mundo metafísico. Claro está que os seus dogmas serão postos à prova quando é enviado para "desmascarar" a jovem médium Sophie Baker (Emma Stone).
Segue-se um desencadear de situações que levam Stanley a questionar o valor da racionalidade em que tanto acreditava. Esta aventura torna-se numa lição de humildade e na descoberta do romance com a própria vida.
Ressalva também para a actuação da "tia" (guia/conselheira) de Crawford, Eileen Atkins (Robin Hood, 2010), que dá todo o sentido à narrativa.
Durante toda a fita, cuja história tem lugar nos anos 20, predomina uma componente visual cheia de cor, natureza e glamour, como é natural no Sul de França.
Não é um enredo muito rico, mas é um romance cute que apraz à vista, com nota máxima para uso abundante de sarcasmo.
Obrigada por me elucidares em relação a escolha de filmes "obrigatórios" . um beijinho Ana
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