terça-feira, 24 de março de 2015

Take 23: Cinderella

T.O.: Cinderella
R.: Kenneth Branagh
I.: Lily James, Cate Blanchett


Mais uma história da Disney recontada com actores. Desta vez, traz-nos uma adaptação inspirada na clássica obra-prima dos anos de 1950 em desenhos animados, muito apreciada pelo público - Cinderella.

Creio que todos conhecem a história. Cinderella, ou Gata-Borralheira, após perder o pai, vê-se sozinha à mercê da madrasta, as suas duas filhas e o demoníaco gato Lúcifer. Mas nunca perde a sua bondade e coragem e, com a ajuda da sua fada-madrinha, os ratinhos e um pouco da sua magia, consegue ir ao tão proclamado baile e conquistar o coração do príncipe. Nesta versão, a história apresenta-se mais completa e os comportamentos das várias personagens estão contextualizados e justificados.

Este é um filme de grande produção, cujas imagens pretendem demonstrar toda a espectacularidade possível ao seu público. Foi tudo pensado ao pormenor pelo realizador Kenneth Branagh, que, depois de Operação Valquíria (2008) e Jack Ryan: O Agente Sombra (2014), se estreia num tipo de filme de tão grande dimensão e impacto. O objectivo foi bem conseguido e os cenários da floresta e do palácio são de cortar a respiração.

Há mais algumas notas que gostava de aqui deixar. Em primeiro lugar, a brilhante actuação de Cate Blanchett (O Estranho Caso de Benjamin Button; 2008) enquanto vilã/madrasta. Não que seja surpreendente, mas não é por já ser hábito, que o feito se torna menos digno de menção. Toda a sua performance é fantástica, pois além da habitual maldade, sentimos também uma certa admiração pela graciosidade e glamour que Blanchett confere à sua personagem. 

Em segundo lugar, relevo para a actuação de Helena Bonham Carter no papel de fada-madrinha. Já todos conhecemos o seu talento demonstrado nos filmes de Tim Burton (por exemplo, Sweeney Todd; 2007) ou na saga Harry Potter, enquanto Bellatrix Lestrange. Acredito que a sua genialidade esteja na dose de loucura e diversão que imprime nas suas personagens, e apenas poderemos ter a certeza se/quando a virmos num registo diferente, em que não envolva o fantástico.

Por outro lado, gostaria de mencionar a evolução de duas actrizes da série televisiva Downton Abbey, que desempenham aqui papéis fundamentais. A primeira, Lily James, a Lady Rose MacClare de Downton é agora a Cinderella desta longa-metragem. E Sophie McShera, a criada Daisy da série, que vemos agora no papel de uma das meias- irmãs de Cinderella, a Drizella. São ambas surpresas agradáveis e espero continuar a assistir à suas evoluções.

Por fim, mas não menos importante, queria mencionar o guarda-roupa nos seus extremos de bom e mau gosto, propositadamente. Uma atenção especial para os vestidos de gala de Cinderella (e os seus sapatos de cristal), patrocinado pela marca Swarovski, e da madrasta, que contrastam grandemente com os das duas irmãs (Anastasia e Drizella). 

É uma delicia para os fãs da Disney e para os que apenas gostam da história. Recomendo a pequenos e graúdos!


1 comentário:

  1. Assim que ouvi que ia ser feito este filme, fiquei com uma enorme curiosidade em vê-lo. Decididamente estava certa :) Ana Antunes

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